Missa do Fogo - 03/05/26

No dia 3 de maio de 2026, realizamos mais uma Missa do Fogo em nosso templo.
Recebemos muitas pessoas nesse dia, o que nos deixou muito felizes e sinceramente agradecidos. O templo estava cheio, com muitos pedidos sendo entregues ao fogo. Por isso, a cerimônia acabou se estendendo um pouco além do habitual.
Durante a queima dos pedidos, a quantidade foi tão grande que gerou bastante fumaça. Sabemos que isso pode ter causado certo incômodo em alguns momentos. Ainda assim, todos permaneceram até o final, com respeito, paciência e dedicação — e somos muito gratos por isso.
Durante o ensinamento, o monge trouxe uma reflexão interessante a partir de algo bem próximo da nossa realidade: os feriados no Brasil.
Ele comentou, em especial, sobre o dia de Tiradentes, e como a história dele pode nos ensinar algo importante.
Tiradentes não era alguém poderoso, mas uma pessoa comum, que acreditava em um ideal e decidiu agir. Mesmo sabendo das consequências, seguiu seu caminho até o fim. Carregou sozinho o sofrimento e, ainda assim, se manteve fiel àquilo em que acreditava.
A partir disso, o monge lembrou um ensinamento essencial:
A maior oferenda ao Buda não está em algo material, mas na forma como vivemos.
Quando nossas atitudes são verdadeiras, nossas ações se tornam como uma chama — e essa chama é a oferenda.
Isso tem uma relação direta com a Missa do Fogo.
O fogo que vemos na cerimônia também representa aquilo que existe dentro de nós: nossos desejos.
E não precisamos rejeitar esses desejos. Eles fazem parte da vida.O mais importante é como usamos essa energia.
O fogo que vemos no ritual também representa aquilo que existe dentro de nós, ou seja, os nossos desejos.
E não há necessidade de rejeitar esses desejos. Eles são a energia fundamental da nossa própria vida. O mais importante é como utilizamos essa energia.
Quando a chama do desejo é direcionada apenas para si mesmo, a energia fica estagnada dentro de você, o fluxo da energia vital para de circular e diversos desequilíbrios começam a surgir. E isso acaba queimando até mesmo as sementes da paz e da alegria que existem no seu interior.
Porém, quando essa mesma chama é utilizada em benefício de alguém, você passa a poder iluminar a escuridão do mundo. Nesse momento, ocorre uma maravilhosa circulação de energia vital entre você, o céu e o mundo, e a chama da sua vida se torna uma oferenda ao Buda.
E não é necessário fazer nada grandioso.
Olhe com sinceridade para o destino que já lhe foi dado e valorize as pessoas que surgem dentro desse destino.
Haverá pessoas de grande destino, pessoas de destino delicado, pessoas de destino repleto de dificuldades, e muitos outros tipos.
Mas é justamente aí que está contida toda a missão que você deve realizar ao longo da vida.
Dentro da visão do destino, não há necessidade de se preocupar com as ações ou o sucesso dos outros (claro que, na vida em sociedade, certa atenção a isso é necessária).
Viver queimando a chama do amor dentro do próprio destino — é exatamente isso que o ritual do fogo oferece como oferenda ao Buda.
Obrigado por acompanhar este relato.
E você? Como essa mensagem tocou você? Se esteve presente na missa, compartilhe com a gente como foi viver esse momento.


