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DAINICHI NYORAI

Atualizado: 30 de jun.

Dainichi Nyorai, Mahāvairocana, diferentemente do Buda Śākyamuni¹, que apareceu historicamente nesta terra com um corpo físico, é o Buddha primordial enquanto próprio substrato² fundamental do universo.


Em essência, a relação entre Śākyamuni Buddha e Dainichi Nyorai é a seguinte: Śākyamuni é o Buddha que apareceu historicamente para ensinar e conduzir os seres, enquanto Dainichi Nyorai é o Buddha primordial que está por trás dessa manifestação. Apenas para facilitar a sua compreensão, pode-se dizer que essa relação é, em certo sentido, semelhante à relação entre Deus Pai e Jesus Cristo.


Em outras palavras, Dainichi Nyorai é a Verdade³ que sustenta a existência do próprio mundo, a Sabedoria que ilumina todas as coisas e a fonte da compaixão dirigida a todos os seres. Ele é a própria Verdade que se encontra no fundamento da existência e, ao mesmo tempo, é o Buddha supremo que se manifesta no mundo e atua por meio de todos os seres vivos.


Esse Dainichi Nyorai possui dois aspectos fundamentais, que são venerados como duas manifestações: Kongōkai Dainichi Nyorai e Taizōkai Dainichi Nyorai.


Kongōkai

Kongōkai Dainichi Nyorai
Kongōkai Dainichi Nyorai

Um dos aspectos é o da Prajñā⁴, a Sabedoria, que conduz à grande compaixão por meio da verdade da “impermanência, da originação dependente e do não-eu” — elementos que, em conjunto, podem ser compreendidos como śūnyatā, a vacuidade. Para compreender melhor o significado desses termos e dessa Sabedoria, recomendamos tomar como referência os seguintes textos:

Estátua de Buda e uma vasta paisagem montanhosa iluminada pela luz dourada do amanhecer. Um rio serpenteia pelo vale envolto por névoa, enquanto templos distantes se espalham entre colinas e montanhas sob um céu luminoso. A cena transmite serenidade, contemplação e a ideia de uma jornada espiritual rumo à iluminação.

INTRODUÇÃO AO BUDISMO


Livro laranja

COMENTÁRIO SOBRE A PRÁTICA DO BUDISMO ESOTÉRICO SHINGON


De todo modo, a Sabedoria não deve ser compreendida apenas intelectualmente. Ela precisa ser apreendida como uma experiência real, sentida profundamente.


Quando isso acontece, qualquer pessoa pode, sem falta, tomar consciência da grande compaixão.


O texto abaixo expressa uma experiência inicial dessa Sabedoria:


Ilustração mostrando uma pessoa meditando diante de um caminho luminoso que atravessa uma paisagem sagrada ao pôr do sol. Ao redor, aparecem flores de lótus, monges em contemplação, um grande Buda sentado, pessoas em sofrimento e em prática espiritual, simbolizando a transformação interior, a intuição e a união entre sabedoria, compaixão e vida.

OS DOIS SABERES NO BUDISMO




O Kongōkai representa "o caminho que conduz à iluminação".


Taizōkai

O outro aspecto é o da grande compaixão.


O Taizōkai representa "a iluminação em si".


“A iluminação em si” e “o caminho que conduz à iluminação”.


Taizōkai Dainichi Nyorai
Taizōkai Dainichi Nyorai

Os mundos representados por esses dois aspectos também se expressam por meio de dois tipos de mandala⁵.


Esses dois Dainichi Nyorai, ou essas duas mandalas, não são realidades separadas. A verdade segundo a qual são dois e, ao mesmo tempo, um, é chamada de “unidade não dual”.


Explicando isso de maneira simples, podemos dizer o seguinte:

Se existe uma meta, necessariamente existe um caminho. E, se existe um caminho, necessariamente existe uma meta.


Além disso, a meta não possui valor apenas por ser a meta. É somente por meio das diversas experiências do caminho — os encontros, as belas paisagens, as estradas difíceis, as dúvidas diante das bifurcações — que a meta recebe seu verdadeiro valor.


O Buda é a existência da compaixão perfeita.


Então, por que nós, seres imperfeitos, existimos?

A essas perguntas, essas duas mandalas continuam transmitindo sua mensagem.


Também podemos comparar isso à relação entre corpo e mente no ser humano.

Tanto o corpo quanto a mente podem ser chamados de “você”. No entanto, se faltar qualquer um dos dois, já não será o seu verdadeiro ser em sua plenitude.


Contudo, na realidade, nos templos onde Dainichi Nyorai é venerado, geralmente se consagra apenas uma das duas formas de Dainichi Nyorai, de acordo com a característica própria daquele templo. Neste templo Kongoji, trata-se de Kongōkai Dainichi Nyorai, o Dainichi Nyorai do Mundo do Diamante.


Mas isso, de modo algum, representa uma deficiência. Pois, ao rezar para uma das duas mandalas, a outra se manifesta simultaneamente. Justamente por isso se trata de uma unidade não dual.


Agora, tente trazer à mente o rosto e a figura de uma pessoa muito importante para você.

Nesse momento, aquilo que surge em sua mente é apenas o corpo e a forma dessa pessoa?


Provavelmente não.


Junto com sua figura, também permanecem ali, silenciosamente, as lembranças vividas entre vocês e os sentimentos profundos que existem entre você e essa pessoa.


Agora, ao contrário, tente recordar as lembranças que você teve com essa pessoa querida, ou os sentimentos que guarda por ela.


Nesse momento, inevitavelmente, você também recordará sua imagem, sua presença, sua forma.


A unidade não dual entre Kongōkai e Taizōkai pode ser compreendida por essa mesma dinâmica de indissociabilidade⁷, em que ambos os aspectos se manifestam simultaneamente.


Mandala do Mundo Vajra (Kongōkai Mandara)

O Kongōkai representa a “Sabedoria” de Dainichi Nyorai.

A sabedoria aqui mencionada não é uma inteligência comum. É a sabedoria búdica que desperta diretamente para a verdade da compaixão do mundo indicada pelo Taizōkai.

Essa sabedoria possui a natureza do “vajra”.


Vajra, em japonês kongō, significa raio, thunderbolt, e diamante. Além disso, é também o nome da arma empunhada por Indra⁸, o rei dos deuses. Assim, a sabedoria vajra significa a força espiritual e mental suprema, a mais poderosa, que jamais pode ser destruída pela ilusão ou pelo desejo.


Kongōkai Dainichi Nyorai governa essa sabedoria vajra.


A Mandala do Kongōkai (Mandala do Mundo Vajra) possui uma estrutura que mostra os nove estágios pelos quais essa sabedoria vajra rompe as ilusões e os apegos das pessoas e as conduz ao estado de Buddha.


O significado profundo do Kongōkai não está em simplesmente negar os desejos ou as emoções negativas, mas em transformar sua energia fundamental em uma grande energia positiva. O desejo, a ira, a tristeza desesperada e os sofrimentos produzem sofrimento porque foram distorcidos pela ignorância. Porém, quando a ignorância é destruída pela sabedoria e o aspecto negativo é iluminado, eles podem ser transformados em uma grande força positiva.


Essa ideia de “transformar” é uma das características importantes do Budismo Esotérico. A Mandala do Kongōkai é uma mandala que mostra a possibilidade de o ser humano iludido caminhar em direção ao estado de Buddha.


Mandala do Mundo Matriz (Taizōkai Mandara)

A Mandala do Taizōkai é a mandala que revela a “grande compaixão” de Dainichi Nyorai.

A verdade aqui mencionada não é uma simples teoria ou conceito. É a própria Verdade que se encontra no fundamento da existência.


Se o Kongōkai mostra o aspecto da sabedoria que ilumina a verdade, o Taizōkai mostra que todos os seres estão envolvidos por essa verdade e guardam dentro de si a possibilidade de se tornarem Buddhas.


O nome Taizōkai significa “aquilo que está envolvido e contido no interior”. Ele indica o mundo no qual todos os seres estão envolvidos e nutridos dentro da compaixão absoluta de Dainichi Nyorai.


Na base do Taizōkai está a ideia de que “a vida está sempre envolvida pela grande compaixão do Buddha”.


O Taizōkai não é um ensinamento de mero consolo para tranquilizar as pessoas. Ele mostra uma esperança absoluta: por mais que alguém esteja em meio a dificuldades e ilusões, o Buddha não se perde no fundamento da existência. E essa verdade é comprovada justamente no meio do sofrimento e das dificuldades.


Taizōkai Dainichi Nyorai governa a grande compaixão de Dainichi Nyorai e forma o mudrā⁹ da meditação do Dharmadhātu, o Rôkai Jōin. Esse mudrā simboliza a serenidade do universo, a meditação de Dainichi Nyorai e a compaixão que envolve todas as coisas.


Estátua de Taizōkai Dainichi Nyorai
Taizōkai Dainichi Nyorai
mudrā da meditação do Dharmadhātu, o Hokkai-jōin
Mudrā da meditação do Dharmadhātu, o Rôkai Jōin

Entretanto, essa quietude não é um simples nada. Assim como o universo, ela está plena da força da grande compaixão que envolve, nutre e guia todos os seres vivos.


A estrutura da Mandala do Taizōkai mostra como essa grande compaixão de Dainichi Nyorai se desenvolve a partir do centro e se abre, por meio das diversas divindades sagradas, como múltiplas bênçãos. As divindades que aparecem na mandala são a compaixão de Dainichi Nyorai desdobrada em múltiplas formas.


Essa expansão é como uma galáxia, na qual incontáveis estrelas brilham a partir de uma única luz central. É como se cada divindade expressasse, em sua própria forma, a luz da grande compaixão de Dainichi Nyorai.


Portanto, a Mandala do Taizōkai é uma mandala que representa a relação entre o universo e a vida: a grande compaixão de Dainichi Nyorai envolve todos os seres e abre a possibilidade búdica presente em cada vida.


A sílaba A

Aquilo que condensa em uma única sílaba a essência desses dois Dainichi Nyorai é a sílaba A.


A sílaba A é a letra Siddham que representa o som “A”.


O “A” é um dos sons mais fundamentais emitidos pelo ser humano e é usado como vogal básica em muitas línguas, incluindo o sânscrito, o japonês, o inglês e o português. No Budismo Esotérico, essa letra A é considerada uma letra que simboliza a raiz de todos os dharmas, a fonte e o substrato do mundo.


O núcleo da sílaba A é o ensinamento chamado “Aji honpushō”, isto é, “a sílaba A é originalmente não nascida”.


Explicaremos de maneira simples o significado indicado por Aji honpushō.


Tudo o que existe neste mundo não é uma realidade verdadeira, eterna e imutável. É algo semelhante a uma ilusão e não pode se tornar o fundamento da verdadeira felicidade. O único ser real, eterno e imutável, Dainichi Nyorai, não é uma existência que surge dentro deste mundo.


Esse significado é extremamente profundo. Pensa-se que sua verdadeira compreensão só se torna possível depois de um entendimento profundo do Budismo e do Budismo Esotérico. Ainda assim, o simples fato de vocês conhecerem isso agora certamente lhes trará boas percepções no futuro.


Em sentido último, a sílaba A é a sílaba suprema que mostra que a sabedoria do Kongōkai e a grande compaixão do Taizōkai são originalmente não duais em Dainichi Nyorai.


Ao mesmo tempo, ela mostra que o Buddha e nós também somos originalmente não duais.


Desse modo, o A sânscrito é o símbolo mais profundo do Budismo Esotérico Shingon.


A relação entre essa sílaba A, Taizōkai Dainichi Nyorai e Kongōkai Dainichi Nyorai é muito semelhante, em sua estrutura e em suas respectivas funções, à estrutura da Santíssima Trindade no Cristianismo.


No Cristianismo, a relação segundo a qual o Ser Supremo possui três pessoas pode ser expressa da seguinte maneira:


Deus Pai: a fonte de tudo; a função da “origem”, que realiza a criação dos céus e da terra... A sílaba A


Deus Filho, Jesus Cristo: a função de “revelação e salvação”, que manifesta a verdade de Deus no mundo humano.… Taizōkai Dainichi Nyorai


Espírito Santo: a função de “orientação e vivificação”, que realiza a ação de Deus no interior humano e no mundo.… Kongōkai Dainichi Nyorai


Naturalmente, essas relações não são completamente idênticas. Essa comparação deve ser entendida apenas como uma referência simbólica para auxiliar o aprofundamento da compreensão.


Mandala do Mundo Vajra (Kongōkai Mandara)
Mandala do Mundo Vajra (Kongōkai Mandara)
A sílaba A (A-ji)
A sílaba A (A-ji)
Mandala do Mundo Matriz (Taizōkai Mandara)
Mandala do Mundo Matriz (Taizōkai Mandara)

Mantra de Taizōkai Dainichi Nyorai

Namaḥ samanta-buddhānāṃ a vi ra hūṃ khaṃ

Namaḥ samanta-buddhānāṃ


Namaḥ significa “prestar reverência”, “entregar-se e tomar refúgio”, e também possui a nuance de “a vida retorna à sua fonte original”. Não se trata de uma simples saudação.


Essa palavra contém uma atitude religiosa: afastar-se de uma mente centrada apenas em si mesma e abrir-se à Verdade do Buddha.


Samanta significa “aquilo que se estende por tudo” ou “aquilo que alcança todas as direções”.


Buddhānāṃ é uma forma plural de Buddha e significa “dos Buddhas”, isto é, “de todos os Buddhas”.


Portanto, Namaḥ samanta-buddhānāṃ, traduzido literalmente, significa:

“Presto reverência a todos os Buddhas, presentes em todas as direções.”


Em inglês, Namaḥ samantabuddhānāṃ costuma ser traduzido como: “Homage to all Buddhas!”.


No entanto, isso não significa simplesmente “cumprimentar muitos Buddhas”. No Taizōkai, as divindades sagradas não são Buddhas ou deuses independentes e separados. Elas são manifestações variadas da grande compaixão de Dainichi Nyorai. Portanto, a nuance dessa expressão é a de abrir-se para toda essa expansão sagrada dos Buddhas e dos seres iluminados, tendo Dainichi Nyorai como centro.


Em seguida, temos a segunda parte: a vi ra hūṃ khaṃ.

Essa parte não deve ser traduzida como uma frase comum. A, vi, ra, hūṃ e khaṃ são tratados como sílabas-semente, isto é, sílabas sagradas nas quais a Verdade do Buddha está condensada em som.


Esses cinco sons representam cinco dos seis grandes elementos fundamentais do mundo no Budismo: terra, água, fogo, vento e espaço. Apenas a consciência não está incluída.


Essa consciência é o princípio espiritual, corresponde à dimensão da mente. Os outros cinco são princípios materiais, que expressam os aspectos que constituem e sustentam o mundo manifestado.


Mas por que os cinco princípios materiais que constituem este mundo se tornam um mantra de Dainichi Nyorai?


Porque Dainichi Nyorai não está em um reino celestial distante. Ele existe juntamente com este mundo.


Esses cinco grandes elementos — terra, água, fogo, vento e espaço — são simbolizados como:

A solidez da terra, a umidade da água, o calor do fogo, o movimento do vento, e a vastidão do espaço.


Tudo isso é o corpo de Dainichi Nyorai. E todas as vidas e todas as coisas materiais que se desdobram a partir desses elementos também estão envolvidas por Dainichi Nyorai.


No entanto, apenas isso ainda seria somente o corpo. Aqui ainda falta a mente. Somente quando corpo e mente estão reunidos é que existe um ser completo. O elemento responsável por essa mente é a “consciência”.


Mas o significado que representa a consciência não está incluído diretamente neste mantra. Por quê?


Porque essa “consciência”, isto é, a mente do Buddha, a Sabedoria, é assumida pelo Kongōkai. É justamente por isso que o Kongōkai e o Taizōkai são chamados de unidade não dual.


Somente quando esses dois estão reunidos é que o corpo e a mente de Dainichi Nyorai se tornam um.


Portanto, Namaḥ samanta-buddhānāṃ a vi ra hūṃ khaṃ possui a seguinte nuance:

“Contemplo, por meio da Sabedoria, este mundo puro no qual Dainichi Nyorai se manifesta como terra, água, fogo, vento e espaço; e faço minha vida retornar ao interior de sua compaixão infinita.”


No entanto, não se apeguem também a essa interpretação. O mantra, em sua essência, é uma fórmula sagrada de oração cujo significado não pode ser limitado pelas interpretações humanas.


Mantra de Kongōkai Dainichi Nyorai

O significado de Oṃ vajra-dhātu vaṃ


Primeiramente, Oṃ é um som sagrado extremamente importante em todas as religiões indianas. É o som que indica a entrada no mundo sagrado. É uma vibração que abre o ser humano para o Buddha.


Vajra representa a Sabedoria, isto é, a mais poderosa força de discernimento espiritual, capaz de destruir toda energia negativa e todo apego.


Em seguida, temos dhātu.

Dhātu significa “esfera”, “mundo” ou “domínio”. Portanto, vajra-dhātu significa Kongōkai, o Reino Vajra. Em outras palavras, significa o domínio pleno da Sabedoria vajra do Buddha.


Por fim, vaṃ não é algo que se traduza como uma palavra comum. É uma sílaba-semente. É o som que simboliza Kongōkai Dainichi Nyorai em uma única sílaba.


Portanto, Oṃ vajra-dhātu vaṃ não é um mantra que possa ser traduzido como uma frase comum. Pelo contrário, pode-se dizer que ele é uma invocação sagrada: “Oṃ, Reino Vajra, Vaṃ.”


Ou ainda, é um mantra por meio do qual se contempla a Sabedoria de Kongōkai Dainichi Nyorai para além da razão e do pensamento discursivo.


Notas explicativas


  1. Buda Sakyamuni — nome dado ao príncipe Siddhartha Gautama após alcançar a iluminação. “Sakyamuni” significa “o sábio do clã Sakya”. É considerado o fundador do Budismo e aquele que revelou os ensinamentos sobre o sofrimento, a realidade e o caminho para o despertar espiritual. (voltar para leitura)


  2. Substrato  termo utilizado aqui no sentido filosófico de fundamento ou base última sobre a qual os fenômenos se manifestam e existem. Não se refere a uma substância material ou a um “objeto” oculto por trás do universo, mas à realidade que sustenta e torna possível a existência. (voltar para leitura)


  3. Verdade  termo utilizado aqui para indicar a realidade última (talidade), isto é, a natureza dos fenômenos tal como são. (voltar para leitura)


  4. Prajñā (般若) a Sabedoria que conduz à grande compaixão por meio da verdade da “impermanência, da originação dependente e do não eu” — elementos que, em conjunto, podem ser compreendidos como śūnyatā, a vacuidade. (voltar para leitura)


  5. Mandala — representação sagrada utilizada no Budismo Esotérico para expressar visualmente o mundo búdico e a verdade espiritual do universo. Mais do que um simples símbolo ou desenho, a Mandala é compreendida como a própria manifestação da sabedoria, da compaixão e da realidade iluminada. (voltar para leitura)


  6. Unidade não dual expressão utilizada para indicar que os fenômenos não existem como realidades totalmente separadas e independentes entre si. Isso não significa que todas as diferenças desaparecem, mas que, em sua natureza mais profunda, elas participam de uma mesma realidade. (voltar para leitura)


  7. Indissociabilidade princípio segundo o qual dois aspectos podem ser percebidos como distintos, mas se manifestam simultaneamente como uma única realidade. (voltar para leitura)


  8. Indra divindade importante das antigas tradições indianas, frequentemente apresentada como rei dos deuses (devas) e associada ao poder, ao trovão e à proteção. No Budismo, aparece como uma divindade que protege o Dharma, sendo conhecido em japonês como Taishakuten. (voltar para leitura)


  9. Mudrās  são gestos e posições simbólicas das mãos e do corpo utilizados nas práticas budistas esotéricas. Representam estados espirituais, ensinamentos e atividades do Buda, sendo empregados como forma de concentração, meditação e união com a sabedoria búdica. (voltar para leitura)



 
 
 

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